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Por Rodrigo Santos Andrade
A Justiça recebeu denúncia contra médica após morte de paciente em lipoescultura. Saiba mais sobre o caso, as investigações do Ministério Público e a suspensão.
A Justiça recebeu uma denúncia formal apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra a médica Geysa Leal Correa, que se tornou ré pelo falecimento da paciente Aline Heloisa Lima Santos de Oliveira. O caso ocorreu após a realização de um procedimento cirúrgico estético do tipo lipoescultura em uma clínica localizada na Região Metropolitana do estado, gerando forte repercussão sobre os protocolos de segurança e os riscos associados a intervenções estéticas.

De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades competentes, a paciente apresentou complicações graves decorrentes de perfurações intestinais sofridas durante a cirurgia. O Ministério Público apontou que os sintomas apresentados pela vítima pós-operatório foram inicialmente minimizados, e o encaminhamento para uma unidade hospitalar de suporte avançado ocorreu somente no dia posterior, quando o quadro clínico já havia se agravado consideravelmente.
Aline Heloisa veio a óbito dias após a intervenção em decorrência de uma infecção generalizada provocada pelas lesões internas. Além da acusação principal, o órgão ministerial destacou em sua peça acusatória que a profissional respondia a outras ocorrências judiciais semelhantes e não possuía título de especialista em cirurgia plástica registrado nos órgãos competentes, levantando discussões sobre a fiscalização da atuação médica e a qualificação em procedimentos invasivos.
Diante da gravidade dos fatos narrados na denúncia, a Justiça determinou a suspensão imediata do exercício da medicina por parte da profissional enquanto o processo penal tramita nas instâncias apropriadas. A medida cautelar visa a resguardar a ordem pública e a integridade da sociedade, assegurando o direito de ampla defesa para a ré e permitindo que o Poder Judiciário avalie detalhadamente a responsabilidade penal aplicável ao caso.
Tags: Cirurgia Plástica, Justiça, Lipoescultura, Ministério Público, Procedimento Estético, Saúde, Segurança do Paciente